Archive for April, 2010

Agressividade na web

Não é era de se esperar que as redes sociais cairíam no gosto de algumas empresas mais modernas e inteligentes que viram nestes espaços uma maneira interativa de se comunicar com seus clientes. Agora que este mercado está em um crescimento vertiginoso, será que a colaboração para manter as redes sociais em pleno desenvolvimento e aperfeiçoamento de suas tecnologias será um bom negócio? Pelo visto não é o que diz Ricardo Almeida no artigo “Os limites do empreendedorismo colaborativo” publicado no site HSM. Diante de ínumeros produtos que diversos desenvolvedores vêm criando ao longo destes últimos 5 anos, poucos se tornam gigantes. E como o próprio autor fala, os desenvolvedores veem como estratégia infalível estabelecer parcerias. Mas quando o olho cresce em buscas de fatias de mercado e receitas maiores, os gigantes não pensam duas vezes na hora de ampliar o modelo de negócio comprando desenvolvedores menores. Twitter agora não é apenas uma rede social como detém a tecnologia de acesso através de celulares e demais dispositivos desenvolvida pela Tweetie.

Se a onda for esta, as empresas poderiam pensar também em dominar a tecnologia de desenvolvedores que burlam os proxys via IP para que o seu cliente utilize a rede social no ambiente de trabalho, por exemplo.

Fonte: HSM Online

experiência com marca nova

Tomei vergonha na cara e resolvi atualizar meu blog. Sou a favor das redes sociais e do uso positivo do blog, mas nos últimos meses andei em off. Meu motivo para escrever se deve ao fato de que estou fazendo uma matéria sobre Gestão de Produtos e Marcas na Pós Graduação em Gestão Empresarial e Marketing na ESPM e estamos aprendendo sobre branding e as experiências vividas com marcas em nosso cotidiano.

BenttleyTudo começou em dezembro de 2009 quando eu estava com uma grana a mais (finalmente eu soube o que era ganhar o décimo terceiro) e resolvi comprar um relógio novo. Só que eu adoro aquele “cebolão” que de longe parece um barômetro. Como sou um pouco pão duro, decidi que não gastaria mais que 200 reais em um relógio analógico e a prova d’água (pego muita chuva pq não ando com guarda-chuva e não tenho saco de tirar o relógio para tomar banho). Sai para as compras e me deparei com uma nova marca de relógios chamada Touch Watches. Achei interessante a marca e vi alguns relógios legais. Observei o stand de dois shoppings até comprar o relógio mais caro. Achei que me sai bem e fui com um relógio “bacana” que lembra este relógio que é um olho da cara.

Até então a experiência de ter um relógio bonito e que me dava algum status, se é assim que podemos dizer. Elogiava a marca, que arrisco em dizer que ela veio para competir com a Swatch só que oferecendo produtos com preços mais em conta.

Em janeiro, resolvi entrar na piscina com ele em pleno dia de verão, a água entrou no relógio. Dei uma de esperto e coloquei no sol para secar. Pode parecer estranho, mas sempre fiz isso e deu certo. Depois de um tempo, percebi que o fundo preto descolou e o relógio simplesmente parou de funcionar. Sem falar que ele ficou disparando o alarme incessantemente durante a madrugada. Quase zuni ele na parede.

Agora começa a pior parte:
Fui no stand para trocar e soube pelo gerente da franquia que está para chegar, pois todas as franquias ficaram sem relógio, especialmente o modelo igual ao meu. Alegavam que estavam esperando a empresa mandar e que levaria um tempo. Me pediram a “gentileza” de ligar na semana seguinte, que com certeza eu receberia. Na semana seguinte, fiz exatamente o que me pediram. Nada! Mais uma vez, me pediram para ligar na semana seguinte, pois segundo eles os produtos estava para chegar de fora do país. Curioso é que eu estava estudando Logistica na pós. Só sei que fiz esse processo de entrar em contato todas as semanas durante dois meses e meio.

A pior coisa é a promessa não cumprida. Ninguém passava a informação concreta. Não podíamos ter o dinheiro de volta e só me restou esperar e ver o veredicto. Enfim, depois de dois meses e meio, o relógio chegou para minha alegria. Saio correndo da pós e vou para a loja no shopping. Ao chegar no quiosque, descubro que o relógio que eu comprei (um dos mais caros) simplesmente me foi vendido como se fosse a prova dágua. E para piorar, todos os vendedores e franqueados foram orientados que eles eram a prova dágua. Ou seja, consumidores foram simplesmente lesados em massa levando-os a um desgaste com as franquias que nada poderiam fazer para reverter a situação, já que eles obedecem procedimentos padronizados pela empresa.

Toda e qualquer experiência positiva que eu tive com a marca foi por água abaixo depois desta constatação. Lembrando que os relógios que eram a prova dágua eram horrorozos e de “lesk”. Como já tinho pago pelo relógio e com certeza o valor já está depreciado, resolvi pegar o mesmo relógio simplesmente por ele ser bonito. As propriedades que me interessavam não me satisfazem mais. Para fechar essa situação com chave de ouro, eu pedi a gentileza de que ajustassem o tamanho da pulseira, pois eu queria sair dali usando o relógio. Para me deixar mais desacreditado da marca, me falaram que não poderiam fazer o ajuste nos fins de semana por razões de segurança. Ainda mais insatisfeito, fui em uma barraca na feira para que pudesse apertar o meu relógio.

E hoje, convivo com um relógio “bacaninha” que faz um barulho chato ao movimentar meu braço. Deve ser alguma coisa enferrujada. Mas não chatearei mais a pobre franquia nem a empresa. Não desejo obter nada mais. A marca não me passa mais a confiança que ela deveria prezar por ser uma marca entrante no mercado. Acredito que outros tiveram o mesmo problema que eu e estão completamente insatisfeitos com o desejo e necessidades não atendidos. Com certeza, não comprarei e nem indicarei a marca para um possivel consumidor em potencial.


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